Backup: o óbvio que merece mais atenção diante da onda de ataques

As empresas brasileiras têm sofrido ao menos um ataque de ransomware por dia e muitos atingem um ecossistema de negócios, como o da CVC Corp., o que mobilizou todo ecossistema do setor de turismo.

Quando pensamos na onda de ransomware diário que temos sofrido nos últimos meses e o tempo para a resposta ao incidente, a recuperação dos dados, fica a sensação de que: será que as empresas estão fazendo a lição de casa? A tecnologia de backup suplanta a necessidade atual sobrepondo o conceito do Zero Day? E como as empresas lidam com a recuperação das informações na nuvem?

De acordo com o Veeam Data Protection Report 2021, 85% das empresas na América Latina têm uma lacuna de disponibilidade entre a rapidez com que recuperam seus dados e aplicativos, e a velocidade com que precisam fazer isso. No ambiente de negócios atual e pós-pandemia, marcado pela necessidade de impulsionar o crescimento econômico e ao mesmo tempo superar as expectativas e demandas dos clientes, isso não deveria estar acontecendo.

No entanto, Jascolka afirma que a aceleração dos ataques de ransomware fez com que projetos ofertados no passado pela Veeam começaram a sair da gaveta. Ele acredita que além da modalidade estar evoluindo, a pandemia acelerou significativamente a adoção da nuvem, e a segurança e o backup de dados passaram a ocupar o topo das preocupações de todos. Diante esse cenário, temos sido um verdadeiro aliado para, não só proteger os dados dos nossos clientes, como garantir a alta disponibilidade do seu ambiente de TI, provendo recursos dinâmicos, ágeis flexíveis e seguros, para que sua operação não pare”, afirma Elder Jascolka, country manager da Veeam no Brasil.

Regra Três, Dois, Um, ZERO

Em um cenário onde há um movimento forte pela transformação digital dos negócios, os dados são um fator extremamente crítico. Adicionado a isso, a pandemia fez com que de uma hora para outra as organizações fossem empurradas para se adaptar a esse novo ambiente do qual ou eram criados mecanismos para atender o cliente ou o negócio estaria em risco.

“Evidentemente, isso abriu uma série de brechas. Recentemente, a Veeam realizou um estudo global com 3 mil empresas e foi identificado que 96% delas teriam intenção de adotar novas soluções em nuvem contra um volume de ataque de ransomware de 715%. Isso gera uma combinação explosiva, com descentralização dos dados, de lugar para trabalhar e dos negócios e os criminosos se valem disso porque o sequestro de informação aumentou exponencialmente, uma vez que atualmente o IoT é uma realidade, o volume de dados sensíveis pela digitalização das informações de saúde também cresceu, por exemplo. “Além disso, o negócio acaba decidindo a compra de soluções em cloud e esquecem de olhar para a segurança da informação”, comenta o country manager.

Não cumprir alguns processos, não ter tecnologias inteligentes e não ter as pessoas preparadas e educadas também abre brecha. Essa tríade precisa estar completamente bem orquestrada porque você pode ter a melhor tecnologia do mundo, mas sem seguir o processo básico ficará fadado a ser impactado.

“A regra 3 2 1 é comum na tecnologia e a Veeam adicionou o zero, aquilo que conseguimos embarcar para mitigar ataques e evitar o erro humano. Você tem criminosos tentando atacar as empresas e órgãos público e hoje é muito mais ser quando e não se. Dentro dessa regra, você precisa ter 3 cópias de dados diferentes em duas mídias distintas e fora do local que você está em produção. A Veeam, que lançou recentemente a sua versão 11 do Veeam Backup and Replication, adicionou que uma cópia precisa ser completamente desconectada ou imutável e o zero significa que você precisa ter certeza de que os dados serão recuperados, ou seja, zero erro”, explica.

Dessa forma, dentro da mesma ferramenta é possível recuperar os desastres automatizados e manter uma cópia fora do ambiente, que pode ser por fita, nuvem, criando uma cópia imutável.

No primeiro semestre de 2021, a Veeam cresceu 32% em vendas no país. O resultado positivo é fruto do fechamento de grandes contratos, principalmente nas áreas de TI, Transporte e Manufatura e do crescimento dos negócios gerados via VCSP (Veeam Cloud & Service Provider). “Em média conseguimos hoje colocar no ar o ambiente em até cinco minutos, não só para recuperação de dados como migração, que no último caso leva em torno de uma semana”, explica.

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