Pandemia contribui para pagamento por aplicativos de mensagem

Atualmente 83% dos consumidores brasileiros utilizam o WhatsApp para comprar produtos e serviços, segundo pesquisa realizada pela consultoria Accenture. Na América Latina, o Brasil é um dos países que mais usa o aplicativo, se igualando apenas ao Chile, também com 83% dos consumidores utilizando o WhatsApp como ferramenta de compras. Em seguida vêm Peru (77%), Colômbia (74%), Argentina (71%) e México (53%).

Um dos obstáculos é a forma de pagamento. O WhatsApp, em parceria com a Cielo, havia lançado uma plataforma de pagamentos em junho, retirada do ar após decisão do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Transferência ou depósito, links de pagamento ou mesmo o envio da maquininha para pagamento na entrega são algumas das soluções encontradas por vendedores.

Recentemente, o Banco Central ressaltou que os testes de pagamentos com uso do Whatsapp, aplicativo do Facebook, não implicam autorização da autoridade monetária. O BC explicou que, no caso da Visa, informou à empresa que não há impedimento para a realização dos testes solicitados, mas esses testes não podem envolver a realização de qualquer transação real com usuários e não podem movimentar valores reais em qualquer montante.

A Visa protocolou junto ao BC, em 7/7, proposta que detalha o arranjo de pagamento, incluindo a modalidade de transferência, solicitada pelo órgão. O documento busca responder a todas as preocupações do regulador e assegura o cumprimento das novas disposições, garantindo todos os protocolos de segurança e interoperabilidade das soluções.

“Além disso, a Visa confirmou na semana passada, a autorização recebida do Banco Central para realizar testes com novos participantes no ambiente do WhatsApp, porém ainda não poderá realizar operação comercial na plataforma. “Acreditamos que esse é um passo importante para continuar aperfeiçoando esse modelo de pagamento e inserir mais parceiros no projeto. Seguimos à disposição e contribuindo com o regulador para que a inovação esteja liberada em breve, beneficiando indivíduos, empresas e economias em geral”, explica Percival Jatobá, vice-presidente de Soluções e Inovação da Visa do Brasil.

Fim do plástico?

Hoje, testemunhamos o que chamamos na Visa e no mercado de ‘Desconstrução do Plástico’, ou seja, os dados ou credenciais continuam coexistentes, inseridos em outros formatos e dispositivos. É possível pagar com o celular, com uma pulseira, relógio e, muitas vezes, o pagamento também pode ser realizado automaticamente dentro de aplicativos, como o que acontece nos apps de transporte e delivery, por exemplo.

“Isso vai ganhar ainda mais força com a popularização da Internet das Coisas. Não vai demorar muito para você fazer um pagamento com a sua geladeira ou o seu carro. Mesmo assim, ainda existem e existirão os que preferem tirar o cartão da carteira para efetuar uma compra, e isso ainda vai perdurar por muitos anos. É tudo uma questão de escolha” analisa.

Na opinião de Jatobá, “a principal questão é o empoderamento do consumidor, que tanto falamos na Visa. As pessoas buscam cada vez mais soluções que atendam às suas necessidades e que estejam inseridas na maneira como se relacionam socialmente. O nosso trabalho como empresa é oferecer diferentes formas de pagar para que os consumidores escolham qual delas melhor se adequa ao seu cotidiano. E, muitas vezes, a resposta poderá ser mais de um meio de pagamento. Pode ser que hoje eu esteja na praia, e queira pagar com o meu celular, mas amanhã no shopping, eu use meu cartão. Cada um vai escolher a melhor forma que lhe convier”.

Token nas nuvens

Do ponto de vista de Segurança da Informação, a Visa informou que desenvolve soluções que prezam pela segurança de seus parceiros, clientes e consumidores. “Acreditamos que a segurança aliada à experiência positiva do consumidor formam a base da inovação. À medida que desenvolvemos novas formas de pagar com dispositivos, aplicativos e soluções digitais como é o caso do Facebook Pay, usamos a criptografia e tokenização para que informações confidenciais sejam ilegíveis, desvalorizando e protegendo os dados se interceptados, para que as informações não possam ser usadas em qualquer tipo de atividade fraudulenta”, explica.

Além disso, segundo ele, a rede de pagamentos Visa monitora as atividades em tempo real e ajuda a identificar e definir parâmetros de gerenciamento, oferecendo alertas de transação, controles de gastos através de inteligência artificial para identificar transações suspeitas, e assim evitar potenciais ameaças de fraudes.

Segurança

A Visa está disponibilizando a sua nova tecnologia Visa Cloud Token, que ajuda a proteger e remover informações como o número do cartão, código de segurança (CVV) e data de vencimento, convertendo os dados em tokens e armazenando-os com segurança na nuvem. “Assim, somente após a validação do consumidor real, a credencial de pagamentos estará apta para efetuar a transação, seja ela entre as pessoas ou entre elas e estabelecimentos comerciais”. De acordo com Jatobá, com uma abordagem flexível e baseada em padrões internacionais, os tokens em nuvem podem ser ativados em todos os dispositivos do usuário e diretamente integrados ao banco emissor da credencial de pagamento em que o consumidor está transacionando.

Com os consumidores aumentando o uso de dispositivos em compras on-line, a tecnologia protege e remove informações de pagamento sensíveis, convertendo os dados em tokens e armazenando-os na nuvem de forma segura. Graças a uma combinação de tecnologia biométrica habilitada pelos dispositivos e avaliações de risco em tempo real, as transações tendem a estar protegidas em todos os dispositivos do usuário.

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