Brasil está entre os top 10 vítima de e-mail falso no mundo


Apenas no terceiro trimestre de 2020, foram disparados mais de 50 milhões de e-mails com arquivos maliciosos em todo o mundo. Destes, cerca de 3,5% tiveram como alvo usuários brasileiros, o que coloca o País como a oitava maior vítima desses ataques em nível global. Uma nova pesquisa da Kaspersky soma-se a este contexto mostrando que cerca de 30% dos brasileiros não sabem reconhecer uma mensagem de correio eletrônico falsa.

Mesmo com o grande número de opções de aplicativos de mensagens para uso no dia a dia, os e-mails continuam sendo a plataforma preferida dos cibercriminosos para a disseminação de seus ataques. Uma das razões é que este canal permite que eles se passem por entidades oficiais, facilitando a conquista da credibilidade perante as vítimas. Usando esse método, os criminosos pedem dados pessoais para acessar contas bancárias e números de cartão de crédito ou enviam arquivos maliciosos com objetivo de conseguir uma porta de entrada para roubar dados pessoais ou de organizações.

A pesquisa da Kaspersky, conduzida em parceria com a consultoria CORPA, perguntou aos brasileiros: “o que eles fariam caso recebessem um e-mail com o logotipo de uma grande companhia aérea oferecendo um concurso para duas passagens totalmente pagas ao Caribe?” Apenas pouco mais de um terço (38%) desconfiaria e, por nenhum motivo, clicaria no link incluído no e-mail. Pouco mais da metade (51%) teria dúvidas e, por isso, verificaria antes na internet se a promoção seria real ou não. Já 10% checaria a URL e acessaria o link.

Alguns desses e-mails são fáceis de detectar, pois incluem erros ortográficos, gramática inadequada, imagens gráficas pouco profissionais e abordagens excessivamente genéricas. No entanto, detectamos e-mails mais sofisticados, capazes de enganar até os usuários mais cautelosos. Portanto, é importante ficar atento e não baixar a guarda, principalmente ao receber e-mails ou mensagens que pareçam vir de entidades oficiais e comunicam uma urgência, como uma oferta disponível para um número limitado de usuários ou que ameacem o destinatário com multas, caso ele não execute a ação necessária o mais rápido possível“, alerta Fabio Assolini, analista de segurança sênior da Kaspersky.

O melhor é desconfiar e verificar diretamente com a entidade oficial, especialmente quando esses e-mails incluem anexos ou links, ou pedir para verificar o endereço de e-mail ou outras informações pessoais, acrescenta o especialista.

Quando os golpes são enviados via aplicativos de mensagem para celular, os brasileiros parecem estar mais atentos. Metade dos entrevistados no País disse que ignoraria ou apagaria um SMS duvidoso que indicasse, por exemplo, que a conta corrente fora hackeada e que o usuário precisaria clicar em um link para verificar o seu status. Já outra parcela relevante (47%) afirmou que ligaria diretamente ao banco para verificar as informações. Sobre links publicitários, 39% dos brasileiros afirmaram sempre desconfiar que eles contenham vírus.

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