Alex Amorim assume cadeiras de CIO e CSO na Yandeh

Sede de conhecimento e a necessidade de aprender coisas novas. Esse talvez seja dois dos dos principais ingredientes para o líder em Segurança da Informação, ainda que assuma diferentes papeis em um mesmo lugar. Enquanto muitos surfam na onda de perpetuar a sua atuação como DPO, Alex Amorim, que também é DPO e passou por setores distintos do mercado, finanças, educação, agora assume a diretoria estatutária da Yandeh, atuando como CIO e CSO.

Para contextualizar, a Yandeh é uma holding com mais de 10 startups distintas do setor varejista focada no B2B. A marca já nasce disruptiva, mas com uma personalidade marcada pela palavra Iandê, de origem tupi-guarani, que significa nós, coletivo. Assim, a empresa que tem em sua essência o pronome pessoal de cunho inclusivo, leva ao mercado a mensagem de que “nós (somos) brasileiros”. Dessa forma, o Y inicial do nome da companhia remete a um contexto mais tecnológico e atual e o eh no final remetem ao mercado na qual a empresa está.

“A nossa missão é permitir que compras inteligentes sejam acessíveis a todos, atuando como um aliado estratégico nas decisões críticas de negócios dos nossos clientes, garantindo escolhas sustentadas em fatos concretos, dados integrados e soluções de apoio que possam alavancar um consumo mais eficiente, negócios mais perenes e economia mais competitiva”, explica Amorim.

Assim, Alex Amorim, hoje também presidente do IBRASPD (Instituto Brasileiro de Segurança, Proteção e Privacidade de Dados), conciliou conhecimento, sede de desafio e um propósito. “Uma das coisas que me ajudou nessa jornada de aprender sobre vários negócios foi a minha busca constante em aprender, hoje sou formado em Gestão de rede de computadores, com MBA pela FIAP Segurança da Informação, MBA pela FGV em Finanças e Gestão Estratégica”. Alex Amorim também acumula certificações nacionais e internacionais como Auditor Leader em Segurança da Informação e Data Protection Officer (DPO). Acompanhe a sua entrevista.

SocialSec –  Qual será a sua posição na Yandeh?

AA – Estou como Diretor Estatutário, atuando como CIO e CSO.

Socialsec – O que o atraiu nessa nova oportunidade? Em sua opinião, quais os três principais motivadores para que um gestor de segurança abrace novos desafios?

AA – O que atraiu foi o propósito da empresa que é de ajudar o modelo do varejo para que todos possam ter uma capacidade e sinergia de conseguir de fato apoiar todo ecossistema e a própria economia do país. Adicionalmente, olhando para motivadores, pessoalmente foi a oportunidade de assumir como CIO e como CSO reportando diretamente para o board, o que abre um leque de novas oportunidades e crescimento. Outro ponto é a opção de desbravar novos ares e mercados não conhecidos algumas vezes, ou seja, sair do core de mercado: saí do mercado financeiro e fui para educação, o que é uma oportunidade de ter outros pontos de vista com viés de segurança. Além disso, é ter um fit com a visão estratégica da empresa versus o que acredito.

SocialSec – Em sua carreira quais lições aprendidas e como isso servirá no novo desafio?

AA – O grande ponto que vamos aprendendo ao longo do tempo é conhecer a cultura da empresa e conseguir posicionar o time de segurança e infraestrutura, que agora estou como responsável, para que ele conheça o negócio e faça as ações com foco no cliente, saindo do estigma do “doctor no” indo para uma cultura colaborativa, a qual os times de tecnologia fazem parte da estratégia de negócio como meio e tem como objetivo ajudar de fato as coisas acontecerem do ponto de vista sistêmico de maneira eficiente e eficaz.

SocialSec – Qual será o grande desafio nessa nova jornada?

AA – O grande desafio, quando se trata de uma holding com mais de 10 startups distinta, cada um com seu modelo e cultura, como fazer com que todos tenham eficiência, bebendo de uma única fonte, com acesso às melhores tecnologias impactando o negócio respeitando a visão de cada uma, o momento e sua cultura com o cuidado de não impedir, mas criando guard rail para tomar cuidado com possíveis controles.

SocialSec – Você sempre está se atualizando. Como você avalia o mercado de segurança nesse cenário pós 2020 do ponto de vista dos profissionais? Houve uma maturação ou ainda falta mão de obra qualificada? Quais são as habilidades que enxerga do ponto de vista de soft skill na hora da contratação e hard skill?

AA – Com a LGPD em vigor, o mercado de segurança passa a ter uma relevância gigantesca, visto que sem segurança não é possível ter privacidade. Esse é um jargão que uso e já é um mantra. Com esse advento da privacidade, empresas que antes não pensaram em segurança passam a ter uma obrigação para cumprir a lei. As que já faziam isso como lição de casa terão uma jornada não tão longa, mas aquelas que não tinham a segurança como uma das bases e objetivos estratégicos passam a ter um grande desafio e pode gerar alguns desconfortos no mercado porque terão que aumentar o nível de segurança com um plano plurianual mais longo para conseguir ter maior nível de proteção de dados em consonância com os objetivos estratégicos do board.

SocialSec – Na sua avaliação, como você descreve o time dos sonhos para qualquer CISO? Há espaço para isso nesse novo desafio? Como vai liderar para atingir esse nível de maturidade em sua equipe?

AA – Aqui temos como base o cliente no centro do negócio. Isso significa que tudo que fazemos é com foco no cliente. Esse time dos sonhos é quem foca no cliente (como ele pode ter uma melhor experiência, se sentir melhor protegido, tranquilo frente aos movimentos da empresa). Esse é o grande propósito e a equipe deve estar alinhada, com o mesmo objetivo e direção de forma que todos possam respeitar as diferenças e os momentos da empresa de maneira que consigam executar as suas atividades: é como aquele famosos meme onde todos estão dormindo e o CISO está fora da cama.

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